O movimento não para!

Estive pensando esses dias quais motivações levam um ser a gastar o seu tempo editando um blog, sem saber se o que ele vai escrever será de interesse de alguém. Parece estranho, mas ultimamente também estive me indagando se aqueles que participam de alguns movimentos sociais, como o movimento estudantil realmente acreditam em tudo o que defendem. A maioria me parece que sim.

Neste ano de 2007, depois de praticamente 7 anos participando do movimento estudantil e de diversos outros, como o movimento de empresas juniores, atléticas, representação discente, e por aí vai, fica uma questão obvia: ainda seria possível ter algo novo (e útil) para contribuir com essa nova geração de universitários (a do século XXI, visto que eu sou do século passado, diga-se de passagem)?

Quando eu estava concluindo que não, surgiu um fator que mudaria completamente a minha concepção de movimento. Eu sempre simpatizei com a Educação à Distância, mas nunca imaginei que a aversão a esse tema poderia prejudicar um estudante. No momento em que se inicia uma segunda onda de democratização do ensino superior – a primeira, da expansão desenfreada das universidades particulares (e de esquina) na década de 90 – eu vejo estudantes recusando estudantes. Vejo estudantes sendo contra que outros sejam estudantes, só por que esses seriam estudantes em uma modalidade diferente da sua. Vejo que os preconceitos do século passado estão cada vez mais presentes nessa geração do século XXI e vejo que talvez esse não seja o momento de parar, afinal, o movimento não para.

Esta onda de expansão do ensino superior tem uma diferença crucial para a anterior. Na primeira, a faculdade PAGA chegou onde interessava ao empresário e investidor de educação interessava. Desta vez, a universidade pública e GRATUITA vai chegar onde existe demanda. É uma grande diferença. E mesmo que isso ocorra na modalidade de Educação à Distância, todos somos estudantes. E nós estaremos do lado desses estudantes.

Esse blog tem como objetivo traçar uma rota comum entre três assuntos de grande importância e com muitos pontos em comum: a Educação à Distância, o Movimento Estudantil e o Software Livre. O último é ferramenta fundamental para uma real democratização do primeiro. O segundo começa a entender a importância de defender o terceiro. E o primeiro procura o seu lugar ao sol, de mãos dadas com o segundo. Esta é a nossa tríade. Três direções apontando para um mesmo objetivo: a inclusão.