Educação e Banda Larga: do quadro-negro ao ensino a distância

É consenso que a evolução e o desenvolvimento de um País passam obrigatoriamente pela educação e pela qualidade do ensino transmitido a suas crianças e jovens. Cidadãos mais bem preparados, capacitados e qualificados produzem mais, movimentam a economia e geram riqueza. Democratizar a educação e o acesso ao conhecimento hoje deixou de ser uma questão apenas ideológica, tornando-se ferramenta imprescindível para qualquer nação, que, como se sabe, só progride se tiver mais pessoas com melhor nível educacional. Dentro deste contexto, o avanço do setor de educação no Brasil nos últimos anos é um fator positivo, uma vez que hoje muito mais pessoas conseguem chegar à Universidade e concluir um curso superior. A realidade do ensino também mudou significativamente, exigindo das instituições capacidade de se modernizarem e de prestarem serviços compatíveis com as novas necessidades do mercado.

Cada vez mais, as instituições de ensino precisam se profissionalizar na condição de empresas, aperfeiçoar sua gestão e garantir qualidade a seu público em todos os âmbitos. Essa evolução na organização das escolas e universidades, assim como nas formas de ensino, vem sendo ao mesmo tempo rápida e gradual, levando à necessidade de melhoria de recursos tanto administrativos como dentro da sala de aula. Saímos da época em que um quadro-negro bastava como ferramenta para o professor em sala de aula, passamos pelo retro-projetor e pelo data-show até chegar no acesso à Internet em Banda Larga, tanto para      uso administrativo por alunos e professores durante as aulas quanto como instrumento de pesquisa. Ou seja, conforme foi evoluindo, o setor de educação também impulsionou o mercado de telecomunicações e de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), demandando banda larga com velocidades cada vez maiores para suportar necessidades administrativas e educacionais dentro do campus e também para interligar vários campus/filiais em redes virtuais próprias.

Toda essa trajetória evoluiu naturalmente para o desenvolvimento da tele-educação, que, especialmente em um País com dimensões territoriais como o nosso, ganha uma relevância ainda maior. O desenvolvimento acelerado das tecnologias da informação e comunicação impulsiona a utilização do ensino a distância, criando um novo território para a educação, o espaço virtual da aprendizagem, digital e baseado na Internet. O mercado pede isso e as instituições de ensino estão cada vez mais preparadas tecnologicamente para essa oferta.

Não é à toa que, segundo o MEC, de 2000 a 2008, a educação a distância no Brasil deu um salto significativo de 1.682 para 760.599 alunos que estudam por meio dessa modalidade de ensino, considerando-se apenas o nível superior. Na formação profissional técnica de nível médio, a meta é atender 200 mil alunos até 2010 por meio do ensino a distância. Hoje, 147 cursos são ofertados, com 11,2 mil estudantes matriculados. Há ainda um outro ponto que     completa esse círculo virtuoso quando se fala em ensino a distância e democratização do conhecimento: o usuário, o aluno. Com o aumento do número de computadores pessoais, a quantidade de pessoas que estão estudando ou sendo treinadas pela web não pára de crescer. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os brasileiros estão comprando um computador a cada três segundos e a venda de desktops e notebooks chegará a 13 milhões de aparelhos no fim deste ano, fazendo do País o quinto maior mercado de PCs do mundo, perdendo em vendas apenas para Estados Unidos, China, Japão e Inglaterra. As conexões à Internet por usuários residenciais também seguem em crescimento. Dados do IBOPE Nielsen Online mostram que o número de usuários ativos de web não pára de crescer mês a mês, chegando a cerca de 30 milhões de internautas que acessam a rede de casa regularmente. Em resumo: o computador conectado à Internet está mudando o padrão de vida educacional e cultural do brasileiro, criando um cenário extremamente promissor para alunos, instituições de ensino e provedores de telecomunicações. Obviamente sabemos que, tanto no ensino tradicional quando na modalidade a distância, garantir a qualidade do aprendizado dos alunos e o desenvolvimento dos professores deve ser sempre a maior meta perseguida. Se continuarmos progredindo nestas questões, podemos imaginar um País melhor, que crescerá impulsionado por uma população instruída e possuidora de uma maior capacidade de produção e decisão.

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Uma resposta

  1. Antes se tinha dificuldade de acesso às informações, hoje com todas as facilidades que a tecnologia nos oferece a educação se for somente presencial fica obsoleta.
    Um curso presencial tem suas vantagens:
    • A conversação direta com o orientador,
    • O relacionamento extra- pessoal,
    • A comodidade do direcionamento das respostas e outras.
    Hoje o professor, estando lotado em uma escola 40 h e em algumas ainda não tendo a possibilidade tecnologica , se vê ultrapassado por seus alunos que tem em sua maioria um computador em casa e nele podendo navegar ampliando seus conhecimentos, para que este mesmo professor tenha atualizado o seu saber e ampliando-o sem abrir mão de sua carga de trabalho, que, diga-se de passagem, se faz necessária para sua manutenção e sobrevivência, deve estudar de uma forma mais confortável possível para si e sua família, que já esta se vê privada de sua companhia por tantas horas, ai entrando as EADs, formas de atualizações concretas, corretas e confiáveis, independentes de titularidades.

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